A constituição e estabelecimento daEmpresa Moçambicana de Atum(EMATUM) têm em vista rentabilizar oprocesso de pesca e comercialização deste mariscopelo Estado moçambicano e dar mais benefícios aopaís.Actualmente a captura, processamento e venda doatum retirado das águas nacionais são dominados porembarcações e trabalhadores estrangeiros, querealizam a actividade sem ganhos para os Cofres doEstado.

Intervindo no Parlamento, durante a sessãode perguntas ao governo, o Ministro doMar, Águas Interiores e Pescas, AlbertoMondlane, explicou que, neste momento,operam nas águas moçambicanas, 600embarcações, das quais, 22 são debandeira nacional, sendo 21 da EMATUM euma de outra empresa. Isto quer dizer queantes da constituição desta firma, apenasos estrangeiros operavam no sectorpesqueiro industrial no país.

P o r o u t r o l a d o , e s s a s e m p r e s a sestrangeiras não empregam cidadãosmoçambicanos, enquanto no quadro daE M A T U M , e s t ã o e m p r e g u e s 1 9 9moçambicanos, número que deverá subirpara 975 nos próximos anos.Actualmente, os ganhos directos da pescade atum nas águas moçambicanas são de 1milhão de dólares em taxas de licenças esem emprego para moçambicanos, contrauma receita global de produção acima de100 milhões de dólares por ano, caso ap r o d u ç ã o f o s s e r e a l i z a d a p o rembarcações nacionais.

No Oceano Índico, estima-se que hajamais de 1 milhão de toneladas de atum,s e n d o q u e s ó n o s u d o e s t e d eMoçambique, são capturados cerca de 80por cento deste pescado.Os números traduzem a disponibilidadedeste recurso natural para viabilizar oempreendimento e contribuir de formasignificativa para o desenvolvimentoeconómico e social, aumentar a produçãoe a produtividade do atum, emprego egeração de renda no país.

Mondlane apontou haver necessidade detirar proveito da disponibilidade der e c u r s o s p e s q u e i r o s n a s á g u a smoçambicanas em benefício do país,operando com frota própria e criandomecanismos de controlo e fiscalização.Neste contexto, o Ministro do Mar, ÁguasInteriores e Pescas referiu que o governoencoraja e promove os investimentosnacionais na captura do atum e destacouque o mesmo é um recurso naturalmigratório e partilhado, a nível regional,sendo, por isso, que cada país devedesenvolver a sua capacidade de pesca,para aproveitar a maior fatia possível doscerca de 1 milhão de toneladas disponíveisno Oceano Índico. -Albertina Pedro